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17 de março de 2010

Provérbios 15:21-22 - A caridade

“Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe pão para comer; e se tiver sede, dá-lhe água para beber; porque assim lhe amontoarás brasas sobre a cabeça; e o SENHOR te retribuirá”

A verdadeira caridade não é o simples ato de piedade, mas é um sentimento de amor incondicional. É entregar-se sem desejar nada em troca. É doar-se a quem precisa e amar quem não nos ama. Não é, puramente, distribuição de bens ou entrega de mantimentos. É consolar a alma oprimida e supri-la de esperança. É cumprir o mandamento mais sublime de Deus:


”Amai-vos uns aos outros, como EU vos amei”

12 de junho de 2009

A evolução do ensino de matemática no Brasil

Semana passada comprei um produto que custou R$ 1,58. Dei à balconista R$ 2,00 e peguei na minha bolsa 8 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer. Tentei explicar que ela tinha que me dar 50 centavos de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso? Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950: Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970: Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980: Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990: Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

5. Ensino de matemática em 2000: Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. O lucro é de R$ 20,00. Está certo?

( )Sim ( ) Não

6. Ensino de matemática em 2007: Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00



Álvaro Perez
Fonte: www.criacionismo.com.br

8 de junho de 2009

Um cartão de visitas

Um senhor de 70 anos viajava de trem, tendo ao seu lado um jovem universitário, que lia o seu livro de ciências.

O senhor, por sua vez, lia um livro de capa preta. Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia e estava aberta no livro de Marcos.

Sem muita cerimônia o jovem interrompeu a leitura do velho e perguntou:
- O senhor ainda acredita neste livro cheio de fábulas e crendices?
- Sim, mas não é um livro de crendices. É a Palavra de Deus. Estou errado?

Respondeu o jovem:
- Mas é claro que está! Creio que o senhor deveria estudar a História Universal. Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião. Somente pessoas sem cultura ainda crêem que Deus tenha criado o mundo em seis dias. O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os nossos cientistas pensam e dizem sobre tudo isso.

- É mesmo? Disse o senhor. - E o que pensam e dizem os nossos cientistas sobre a Bíblia?

- Bem, respondeu o universitário, como vou descer na próxima estação, falta-me tempo agora, mas deixe o seu cartão que lhe enviarei o material pelo correio com a máxima urgência.

O velho então, cuidadosamente, abriu o bolso interno do paletó e deu o seu cartão ao universitário.

Quando o jovem leu o que estava escrito, saiu cabisbaixo, sentindo-se pior que uma ameba.

No cartão estava escrito: Professor Doutor Louis Pasteur, Diretor Geral do Instituto de Pesquisas Científicas da Universidade Nacional da França.


“Um pouco de ciências nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima”

Mensagem da internet
Colaboração: Pr. Antônio Montagno

6 de março de 2009

Eclesiastes 5:10 - A vaidade

"Quem amar o dinheiro jamais dele se fartará; e quem amar a abundância nunca se fartará da renda; também isto é vaidade"

A palavra vaidade, hoje em dia, está ligada ao cuidado com as aparências. Contudo, o sentido da palavra vaidade na Bíblia Sagrada tem um sentido muito diferente.

Vaidade quer dizer vazio, oco, sem sentido, o que não tem valor.

Portanto, quando colocamos como objetivo único da nossa caminhada, ajuntar posses, estamos, na verdade, devotando nossas vidas numa busca totalmente sem valor e vazia. A vida é muito mais que ganhar riquezas. Há muito mais na vida do que viver só para esta vida...

20 de fevereiro de 2009

O verdadeiro arrependimento

Nosso caminhar com Deus é interessante, é dinâmico, é agitado. Deus está sempre nos surpreendendo.

Às vezes lendo a Bíblia, Ele nos dá umas chacoalhadas. A Palavra do nosso Deus sempre mexe com a gente. A Palavra de Deus é como uma espada.

Nós fazemos parte de uma nova geração, que Deus está levantando: geração João Batista.

A voz de João Batista dizia: “arrependei-vos raça de víboras”, e essa unção está sobre nós.

João Batista preparava o caminho para a vinda do Messias, e para prepararmos o caminho, devemos começar pelo nosso. Preparar é retornar ao caminho! Somos como trombetas dizendo ao mundo: volte para o caminho certo, volte para Jesus. Essa unção profética começa pelo arrependimento.

Quando existe o verdadeiro é porque existe o falso também.

Mateus 7:21-23 - Muitas pessoas pensam que esse texto é para os ímpios. Jesus estava falando com pessoas que serviam ao Senhor, que achavam que estavam na vontade de Deus, Ele falava com os cristãos.

Pessoas que achavam, porque na verdade não estavam!

Há um grupo de pessoas entre os santos, na Igreja de Jesus Cristo, pessoas que fazem a obra e que estão praticando iniquidade, falso arrependimento.

“Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizade, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus.” (Gálatas 5:19-21)

Está escrito na Bíblia e Deus tem um compromisso com o que está na Bíblia.

O que pratica o pecado não se arrependeu verdadeiramente. São pessoas que dizem: “eu sou fraco, sou humano, perfeito só Jesus”.

Nós temos o hábito de classificar os pecados. Isso é um erro: esse é homossexual, esse usa drogas, essa é prostituta. Nós dizemos que essas pessoas vão para o inferno. Dizemos também que ódio, fofoca, ciúmes é pecado pequeno. Deus não classifica os pecados. Às vezes nos tornamos duros com pessoas que pecam e as afastamos de Deus. Somos duros; a Igreja se esquece do amor de Deus.

Não existe “pecadinho ou pecadão”. Jesus dirá afaste-se de mim!

Deus procura arrependimento verdadeiro. Será que toda tristeza vem de um arrependimento genuíno?

II Coríntios 7:9-10 - Uma pessoa que peca experimenta dois tipos de tristeza:

- uma que vem de Deus
- uma mundana

Quando alguém peca e se arrepende, e focaliza os olhos em si mesmo = arrependimento do mundo. Quando alguém peca e se arrepende, e focaliza os olhos em Jesus = arrependimento de Deus. Se a tua preocupação na hora do pecado é com a tua imagem, com as consequências, com o que os outros vão pensar, isso é tristeza do mundo e endurece o coração.

Temos dois exemplos Bíblicos onde podemos ver esses dois tipos de arrependimento. Israel teve dois grandes reis: Saul e Davi.

Saul: O Profeta Samuel deu uma ordem para Saul e ele não obedeceu à voz de Deus. O profeta revelou que Saul tinha pecado. Em I Samuel 15.30 Saul reconheceu que errou, mas ficou preocupado com a imagem dele perante os anciãos. Pediu para Samuel ir aos anciãos, ele teve medo de ter seu pecado exposto. Teve mais medo dos homens do que de Deus.

Davi: O pecado de Davi foi mais feio que o de Saul. Ele tinha cerca de 50 anos quando adulterou com a sua vizinha Bate-Seba. Ele mandou matar o marido da sua amante. Matou e adulterou. Deus levantou um profeta que mostrou para Davi seu erro. Ele não ficou arrumando desculpas, não se preocupou com o que o outros iriam falar. A primeira coisa que fez, foi procurar a Deus.

A história dos dois reis mostra que ambos erraram, mas mostra qual a diferença. É preciso ter arrependimento.

Tem pessoas que passam por várias “curas e libertação”, no Ap. Jesher, na Ap. Neusa Itioka, mas não se arrependem de verdade.

Um dos maiores problemas, hoje, dentro da Igreja é a sensualidade e a cobiça. As pessoas querem ser libertas, buscam a Deus, vem na Igreja, mas quando saem, continuam pecando.

Você precisa aprender a odiar o pecado como Deus odeia! Como? Como eu nego algo que minha carne gosta?

1) Compreenda que os nossos pecados levaram Jesus para cruz. Por mais que o seu coração seja duro, é difícil ficar indiferente ao sofrimento de Jesus na cruz. Quando você cobiçar, ou acender seu próximo cigarro, não se esqueça que esse pecado levou Jesus pra cruz. Quando você sentir inveja, ódio, ressentimento, quando você não conseguir perdoar, lembre-se que esse pecado levou Jesus pra cruz.

“Mas as vossas iniqüidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça” (Isaías 59:2)

2) O pecado nos separa de Deus, e quando você o buscar, não vai conseguir falar com Ele.

3) O pecado é veneno revestido de mel: entra doce e desce amargo, mata. Ele provoca morte: dos seus sonhos, do seu ministério, da sua vida.

Arrependimento verdadeiro é ÓDIO. Ódio pelo Pecado.

Será que você pode dizer que odeia o pecado? Precisamos nos arrepender, mas com os olhos em Deus.

O pecado traz morte; o arrependimento traz ressurreição - vida. Se arrependa de verdade, não pelos prejuízos ou pelas consequências, mas porque você ama a Deus. Não podemos aceitar o fato de nossas atitudes estarem atingindo a Deus. Ele é santo e, por isso, devemos buscar santidade.

Perante Deus somos todos iguais. Do mesmo jeito que uma prostituta fere a Deus, a cobiça, a inveja, a rebeldia, fere o coração de Deus.

O arrependimento verdadeiro faz você ter ódio pelo pecado. Arrependa-se, verdadeiramente!

Deus abençoe!


Ap. Rina
Igreja Evangélica Bola de Neve

17 de fevereiro de 2009

Provérbios 1:19 - A Cobiça

"São assim as veredas de todo aquele que usa de cobiça: ela põe a perder a alma dos que a possuem"
 Cobiça é desejar para si o que é dos outros, sejam bens materiais, sejam dons, o que for...

Quem se envereda por esse caminho jamais consegue viver a sua própria vida. Todo o seu ser se volta para a vida alheia, a sua busca é conforme os sonhos dos outros. Nunca há tempo para sonhar seus próprios sonhos, nem vontade de lutar suas próprias batalhas.

O cobiçoso talvez vença, mas nunca triunfa! Talvez sorria, mas nunca está feliz! Talvez descanse, mas nunca terá Paz!

27 de janeiro de 2009

Saiu no Destak

No dia 18 deste mês de janeiro, um desastre abalou a sociedade. O teto do templo sede da Igreja Renascer desabou, ferindo mais de cem pessoas e causando a morte de nove mulheres.


No dia 20, foi publicado na capa do Destak Jornal (um jornal de distribuição gratuita) uma matéria sobre os andamentos das investigações a respeito das causas do desabamento.






Nesta mesma edição, na pág 2, fui publicada a infeliz declaração dos líderes da Igreja Renascer:


"Estevam Hernandes e Sônia Hernandes, líderes da Renascer, disseram em nota que as vítimas da tragédia "foram colhidas por Deus" e que o acontecido foi uma grande fatalidade. "Não sabemos o motivo. Mas há de haver um propósito para tal sofrimento." Os dois estão impedidos de sair dos EUA há dois anos, quando tentaram entrar no país com US$ 56 mil não declarados"


Obviamente, a declaração teve grande repercursão na mídia e muito foi dito a respeito. Houve indignação entre evangélicos e não evangélicos.

Dentre as muitas declarações que foram feitas, quero destacar aqui a de um leitor do Destak, publicada no dia 22:


"Impressionante o que disseram os líderes da Renascer sobre a tragédia que matou nove pessoas. Quer dizer que o teto caiu porque Deus quis? Para eles, existe um 'propósito em tamanho sofrimento'? Será possível? Será mesmo que Deus provoca tragédias com determinados propósitos? Que Deus é esse que usa a vida humana para passar mensagens? Será que a mensagem é 'não acreditem nos falsos profetas que só querem lucrar com a fé alheia'?" - Carlos Alberto de Souza


Diante da "revolta" deste leitor, eu decidi escrever ao Destak e deixar também minha opinião. Qual não foi minha surpresa ao vê-la publicada na edição do dia 26:


"Ao Sr. Carlos Alberto de Souza, que comentou a declaração dos líderes da Renascer (22/01), digo o seguinte: para todo aquele que crê num Deus onipotente, tudo, absolutamente tudo o que acontece, acontece por permissão divina! Nada foge ao controle de Deus - o que não quer dizer que a responsabilidade por essa tragédia seja dEle. Somos responsáveis pelos nossos próprios erros e decisões. Isso também não impede Deus de usar circunstâncias adversas com um determinado propósito, mesmo tragédias como essa (ainda que Ele não seja o causador do desastre). De qualquer forma, foi de uma infelicidade muito grande a tal declaração ('Há de haver um propósito para tal sofrimento') - Dovaniano dos Santos"


Não consigo "repreender" ninguém por pensar como o Sr. Carlos ou por criticar, nesse momento, os líderes da Renascer, pois suas palavras parecem responsabilizar, única e exclusivamente a Deus pelo incidente. Eles não parecem estar sensibilizados, nem tampouco sentem-se responsáveis. O fato de Deus permitir que algo aconteça, não quer dizer que Ele aprove! Além disso, continuam fazendo declarações que tranformam essa tragédia num circo para a mídia nacional e assim, envergonham o Evangelho de Cristo.

Reconheço a Igreja Renascer em Cristo como uma igreja séria, mas a posição que seus líderes têm tomado, contribue para o mau testemunho da Igreja diante dos homens, o que atrapalha a pregação do evangelho. Em uma de suas pregações o Pr. Ricardo Gondim declarou: "Já desisti de tentar defender a igreja" - e não é para menos, a cada dia que passa novos escandalos avassalam os noticiários, novos modismos e aberrações invadem os púlpitos das igrejas no Brasil e no mundo, tirando o brilho do verdadeiro Evangelho de Cristo e gerando uma geração de cristãos supersticiosos e gananciosos. É triste ver isso tudo acontecer.

Agora, como se já não fosse o bastante, os órgãos públicos se movem para promover uma fiscalização geral nos templos religiosos (ao que não sou contrário), mas não em todos os estabelecimentos comerciais, como deveríamos esperar.

A Igreja que outrora era perseguida simplesmente por ser Luz no mundo, agora há de ser perseguida por estar caminhando em trevas! Que vergonha!



Para consultar as matérias
publicadas acesse: www.destakjornal.com.br

3 de janeiro de 2009

Alunos de São Paulo terão aulas sobre diversidade sexual

Os estudantes das 5500 escolas estaduais da 6ª série ao ensino médio aprenderão, a partir de outubro, a respeitar as opções sexuais dentro e fora da sala de aula com o projeto Diversidade Sexual.

Nele, professores de qualquer disciplina serão capacitados a refletir com os alunos sobre o preconceito com as pessoas que têm relacionamentos com parceiros do mesmo sexo. Cada escola receberá kit com dois DVDs com desenhos que contam histórias de jovens que sofrem discriminação, e cinco livros sobre o tema.

Porém o educador decidirá como aplicar o projeto da forma que achar conveniente, sem que haja uma aula específica. Além disso, não há prazo para a aplicação do tema nem meditação estimada dos resultados gerados na rede.

Carina Flosi
METRO - quarta-feira 30 de julho de 2008


Nota:

O grande problema é o que será definido como preconceito! Acredito que os homossexuais devam ser totalmente respeitados, mas isso não quer dizer que a prática homossexual deva ser aceita, nem que deva ser tratada como algo normal. É também difícil de aceitar que será ensinada nas escolas, para crianças da 6ª série, a questão da sexualidade como uma opção pessoal! Deus nos fez homem e mulher; para o homem Deus fez a mulher! Nós, no Brasil, temos a liberdade de culto garantida pela Constituição. E como cristão, eu não posso aceitar que minhas filhas recebam esse tipo de "educação" que, em nome do 'não preconceito', ensina que é normal aquilo que Deus classifica como ABONINAÇÃO! As pessoas devem ser respeitadas independente das escolhas que façam, mas atitudes e idéias imorais precisam e devem ser combatidas!

23 de dezembro de 2008

Jornalista atira sapato no Presidente Bush

Em uma visita à Bagdá o presidente George W. Bush quase levou um presente inesperado. Em uma entrevista coletiva junto com primeiro ministro iraquiano Nuri al-Maliki, um jornalista atirou dois sapatos e também o xingou de cachorro. Bush foi a Bagdá em um visita surpresa de despedida, já que deixa o governo em janeiro de 2009.

Este acontecimento, claro, tornou-se uma febre, não só na internet, mas também nos mais variados meios de comunicação e, obviamente, atiçou a criatividade de muitos cartunistas e humoristas que souberam aproveitar bem este momento, assim como muitos colunistas. Por isso, eu não poderia deixar essa passar. Confiram:








Também já temos disponível na rede joguinhos como “Sapatadas da Vingança” (http://charges.uol.com.br/) onde podemos praticar nossa pontaria! O final achei bem engraçado, por sinal!


E não poderia faltar as famosas charges e tirinhas...



No "Metro" desta quinta-feira, dia 18 de dezembro, foi publicado um texto de Rodrigo Leão (diretor de criação da Casa Darwin) que eu gostei muito e quero compartilhar com vocês. Confiram...


Homem-barata contra o Sapato voador
A grande pergunta desta semana é a seguinte: seria o jornalista iraquiano Muntazer al-Zaidi muito ruim de mira ou seria o presidente americano George W. Bush ágil como um jovem lutador de boxe mexicano?
Quando resolveu arremessar seus sapatos na cara do americano, o repórter al-Zaidi certamente considerou as conseqüências de seu ato. Talvez isso tenha abalado a sua mira. Segundo seu irmão declarou à BBC, desde o atentado (que nome se dá a um atentado com um sapato? Sapateado?) o repórter já teria ficado com as mãos e as costelas quebradas, teria sofrido hemorragia interna e teria ficado com o olho danificado pelas sistemáticas surras a que teria sido submetido na prisão (que ninguém sabe onde fica, bem ao estilo George W. Bush). Mas, convenhamos, faltou frieza. Faltou a paradinha na marca do pênalti. Faltou a malícia do craque. Muntazer al-Zaidi é o Paolo Rossi da sapatada. Quando errou a pontaria, lançou contra a parede as esperanças de todo o planeta.
Perdemos assim a chance do “grand finale” perfeito, o terceiro ato que fecharia o círculo do drama que foram estes oito anos, o atentado perfeito — à altura da dignidade que Bush emprestou ao cargo eletivo mais importante do mundo: a de uma barata.
Mas examinemos a segunda hipótese: a de que Bush, como as baratas, é realmente um ser extraordinário, um habilidoso sobrevivente, capaz de fintar qualquer ataque seja com sapato, tamanco ou inseticida em spray. Nesse caso, foi ingenuidade do repórter iraquiano imaginar, acertaria um picareta que cresceu se esquivando dos estudos e da lei, que se esquivou do alistamento obrigatório quando fugiu da Guerra do Vietnã e da recontagem auditada de votos na curiosa eleição de 2000. Ora, se tem uma coisa, a única coisa que G. W. Bush sabe fazer direito na vida é se esquivar. Como Oscar de la Hoya, que poderia ter fechado sua carreira no boxe com chave de ouro, Muntazer al-Zaidi deixa o ringue como um perdedor por ter subestimado seu adversário.
Sabemos todos que só uma condenação na corte internacional para criminosos de guerra poderia fazer justiça à Bush. Mas sabemos também que isso não vai acontecer nunca com um presidente americano. Porém, agora que Muntazer al-Zaidi deu o exemplo, não seria nada mal se por todos os lugares que passasse, pelo resto de sua vida na terra, George ‘Walker’ Bush, fosse recebido sempre com sapatadas. Sapatos de todos os tipos, tamanhos e formas sempre voando em sua direção sem nunca dar-lhe um segundo sequer de paz. O destino perfeito para essa barata que foi longe demais.

Rodrigo Leão
popprop.wordpress.com




E mais tirinha...

8 de dezembro de 2008

Estou cansado!

Cansei! Entendo que o mundo evangélico não admite que um pastor confesse o seu cansaço. Conheço as várias passagens da Bíblia que prometem restaurar os trôpegos. Compreendo que o profeta Isaías ensina que Deus restaura as forças do que não tem nenhum vigor. Também estou informado de que Jesus dá alívio para os cansados. Por isso, já me preparo para as censuras dos que se escandalizarem com a minha confissão e me considerarem um derrotista. Contudo, não consigo dissimular: eu me acho exausto.

Não, não me afadiguei com Deus ou com minha vocação. Continuo entusiasmado pelo que faço; amo o meu Deus, bem como minha família e amigos. Permaneço esperançoso. Minha fadiga nasce de outras fontes.

Canso com o discurso repetitivo e absurdo dos que mercadejam a Palavra de Deus. Já não agüento mais que se usem versículos tirados do Antigo Testamento e que se aplicavam a Israel para vender ilusões aos que lotam as igrejas em busca de alívio. Essa possibilidade mágica de reverter uma realidade cruel me deixa arrasado porque sei que é uma propaganda enganosa. Cansei com os programas de rádio em que os pastores não anunciam mais os conteúdos do evangelho; gastam o tempo alardeando as virtudes de suas próprias instituições. Causa tédio tomar conhecimento das infinitas campanhas e correntes de oração; todas visando exclusivamente encher os seus templos. Considero os amuletos evangélicos horríveis. Cansei de ter de explicar que há uma diferença brutal entre a fé bíblica e as crendices supersticiosas.

Canso com a leitura simplista que algumas correntes evangélicas fazem da realidade. Sinto-me triste quando percebo que a injustiça social é vista como uma conspiração satânica, e não como fruto de uma construção social perversa. Não consideram os séculos de preconceitos nem que existe uma economia perversa privilegiando as elites há séculos. Não agüento mais cultos de amarrar demônios ou de desfazer as maldições que pairam sobre o Brasil e o mundo.

Canso com a repetição enfadonha das teologias sem criatividade nem riqueza poética. Sinto pena dos teólogos que se contentam em reproduzir o que outros escreveram há séculos. Presos às molduras de suas escolas teológicas, não conseguem admitir que haja outros ângulos de leitura das Escrituras. Convivem com uma teologia pronta. Não enxergam sua pobreza porque acreditam que basta aprofundarem um conhecimento “científico” da Bíblia e desvendarão os mistérios de Deus. A aridez fundamentalista exaure as minhas forças.

Canso com os estereótipos pentecostais. Como é doloroso observá-los: sem uma visitação nova do Espírito Santo, buscam criar ambientes espirituais com gritos e manifestações emocionais. Não há nada mais desolador que um culto pentecostal com uma coreografia preservada, mas sem vitalidade espiritual. Cansei, inclusive, de ouvir piadas contadas pelos próprios pentecostais sobre os dons espirituais.

Cansei de ouvir relatos sobre evangelistas estrangeiros que vêm ao Brasil para soprar sobre as multidões. Fico abatido com eles porque sei que provocam que as pessoas “caiam sob o poder de Deus” para tirar fotografias ou gravar os acontecimentos e depois levantar fortunas em seus países de origem.

Canso com as perguntas que me fazem sobre a conduta cristã e o legalismo. Recebo todos os dias várias mensagens eletrônicas de gente me perguntando se pode beber vinho, usar “piercing”, fazer tatuagem, se tratar com acupuntura etc., etc. A lista é enorme e parece inexaurível. Canso com essa mentalidade pequena, que não sai das questiúnculas, que não concebe um exercício religioso mais nobre; que não pensa em grandes temas. Canso com gente que precisa de cabrestos, que não sabe ser livre e não consegue caminhar com princípios. Acho intolerável conviver com aqueles que se acomodam com uma existência sob o domínio da lei e não do amor.

Canso com os livros evangélicos traduzidos para o português. Não tanto pelas traduções mal feitas, tampouco pelos exemplos tirados do golfe ou do basebol, que nada têm a ver com a nossa realidade. Canso com os pacotes prontos e com o pragmatismo. Já não agüento mais livros com dez leis ou vinte e um passos para qualquer coisa. Não consigo entender como uma igreja tão vibrante como a brasileira precisa copiar os exemplos lá do norte, onde a abundância é tanta que os profetas denunciam o pecado da complacência entre os crentes. Cansei de ter de opinar se concordo ou não com um novo modelo de crescimento de igreja copiado e que vem sendo adotado no Brasil.

Canso com a falta de beleza artística dos evangélicos. Há pouco compareci a um show de música evangélica só para sair arrasado. A musicalidade era medíocre, a poesia sofrível e, pior, percebia-se o interesse comercial por trás do evento. Quão diferente do dia em que me sentei na Sala São Paulo para ouvir a música que Johann Sebastian Bach (1685-1750) compôs sobre os últimos capítulos do Evangelho de São João. Sob a batuta do maestro, subimos o Gólgota. A sala se encheu de um encanto mágico já nos primeiros acordes; fechei os olhos e me senti em um templo. O maestro era um sacerdote e nós, a platéia, uma assembléia de adoradores. Não consegui conter minhas lágrimas nos movimentos dos violinos, dos oboés e das trompas. Aquela beleza não era deste mundo. Envoltos em mistério, transcendíamos a mecânica da vida e nos transportávamos para onde Deus habita. Minhas lágrimas naquele momento também vinham com pesar pelo distanciamento estético da atual cultura evangélica, contente com tão pouca beleza.

Canso de explicar que nem todos os pastores são gananciosos e que as igrejas não existem para enriquecer sua liderança. Cansei de ter de dar satisfações todas as vezes que faço qualquer negócio em nome da igreja. Tenho de provar que nossa igreja não tem título protestado em cartório, que não é rica, e que vivemos com um orçamento apertado. Não há nada mais desgastante do que ser obrigado a explanar para parentes ou amigos não evangélicos que aquele último escândalo do jornal não representa a grande maioria dos pastores que vivem dignamente.

Canso com as vaidades religiosas. É fatigante observar os líderes que adoram cargos, posições e títulos. Desdenho os conchavos políticos que possibilitam eleições para os altos escalões denominacionais. Cansei com as vaidades acadêmicas e com os mestrados e doutorados que apenas enriquecem os currículos e geram uma soberba tola. Não suporto ouvir que mais um se auto-intitulou apóstolo.

Sei que estou cansado, entretanto, não permitirei que o meu cansaço me torne um cínico. Decidi lutar para não atrofiar o meu coração.

Por isso, opto por não participar de uma máquina religiosa que fabrica ícones. Não brigarei pelos primeiros lugares nas festas solenes patrocinadas por gente importante. Jamais oferecerei meu nome para compor a lista dos preletores de qualquer conferência. Abro mão de querer adornar meu nome com títulos de qualquer espécie. Não desejo ganhar aplausos de auditórios famosos.

Buscarei o convívio dos pequenos grupos, priorizarei fazer minhas refeições com os amigos mais queridos. Meu refúgio será ao lado de pessoas simples, pois quero aprender a valorizar os momentos despretensiosos da vida. Lerei mais poesia para entender a alma humana, mais romances para continuar sonhando e muita boa música para tornar a vida mais bonita. Desejo meditar outras vezes diante do pôr-do-sol para, em silêncio, agradecer a Deus por sua fidelidade. Quero voltar a orar no secreto do meu quarto e a ler as Escrituras como uma carta de amor de meu Pai.

Pode ser que outros estejam tão cansados quanto eu. Se é o seu caso, convido-o então a mudar a sua agenda; romper com as estruturas religiosas que sugam suas energias; voltar ao primeiro amor. Jesus afirmou que não adianta ganhar o mundo inteiro e perder a alma. Ainda há tempo de salvar a nossa.

Soli Deo Gloria.
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